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Fim da escala 6×1: o que muda para a sua empresa e quando começa a valer

Escalas e Jornada
5 min de leitura
Denis Akao
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Fim da escala 6×1: o que muda para a sua empresa e quando começa a valer
Foto: Unsplash

O fim da escala 6×1 saiu do papel. A emenda foi aprovada e promulgada em 16 de outubro de 2026, a partir da PEC 221/2019. Na prática, a jornada máxima da semana cai de 44 para 42 horas na primeira fase, com dois dias de folga garantidos, e chega a 40 horas no fim da transição, com limite de 8 horas por dia. O salário não pode ser reduzido. E, ao contrário do que muita gente pensou, a escala 12×36, o banco de horas e as horas extras seguem valendo.

Essa é a primeira mudança na jornada de trabalho desde a Constituição de 1988. Para quem cuida do RH e do departamento pessoal, o recado é simples: se a sua empresa usa escala 6×1, é hora de refazer os turnos, recalcular a cobertura dos postos e revisar o controle de jornada antes de cada fase entrar em vigor. Vamos ver o que mudou, quando começa e o que fazer agora.

O que a nova regra diz

  • Dois dias de folga por semana, sendo um deles de preferência no domingo. É isso que acaba com a 6×1 clássica, aquela de seis dias de trabalho para um de folga.
  • Jornada de no máximo 42 horas por semana na primeira fase e 40 horas na fase final, com limite de 8 horas por dia.
  • Salário não pode cair. A carga de trabalho diminui, mas o salário e os reflexos em férias, 13º e FGTS ficam preservados.

Quando cada fase começa

A mudança não é de um dia para o outro. Ela acontece em duas fases, contadas a partir da publicação:

  1. Primeira fase, cerca de 2 meses após a publicação: passam a valer os dois dias de folga por semana e a jornada máxima cai para 42 horas.
  2. Fase final, cerca de 12 meses depois da primeira: a jornada máxima vai para 40 horas por semana, com teto de 8 horas por dia.

Use esse tempo para se organizar. Refazer escala na correria gera hora extra que ninguém previu, posto descoberto e risco trabalhista. É justamente o que o gerenciamento de escalas ajuda a evitar.

O que continua valendo

O fim do 6×1 não derrubou os outros modelos de jornada. Continuam permitidos:

  • Escala 12×36, com compensação dentro do mês. É comum na saúde, na segurança e na indústria.
  • Banco de horas, para equilibrar os períodos de mais e de menos demanda.
  • Horas extras, dentro dos limites da lei e dos acordos.
  • Negociação coletiva, que pode definir formas de compensação desde que garanta, na média, os dois dias de folga.

Ou seja: dá para reorganizar a operação sem perder flexibilidade. O importante é que cada ajuste fique registrado e fácil de comprovar no controle de ponto.

Quem sente primeiro

Os setores que mais usam a 6×1 são os primeiros a sentir: comércio, supermercados, bares e restaurantes, hotelaria, segurança privada, postos de combustíveis, farmácias e saúde. Nesses lugares, trocar para modelos como 5×2 ou escalas compensadas costuma exigir mais gente por posto ou uma nova divisão de turnos. E isso mexe direto na folha.

Como se adaptar sem pesar na folha

  1. Olhe suas escalas de hoje. Veja onde a 6×1 é usada e quantos postos dependem dela.
  2. Teste os novos modelos. Simule 5×2, 4×2 ou escalas compensadas e compare o custo de cada um antes de decidir.
  3. Garanta a folga. Os dois dias por semana precisam ser cumpridos e comprovados. O módulo de escalas avisa quando há furo ou folga sobreposta.
  4. Conecte com férias e faltas. Evite deixar o mesmo posto sem ninguém por causa de folga, férias e afastamento no mesmo período.
  5. Guarde os acordos. Se usar compensação por negociação, deixe tudo organizado na gestão de documentos.

Por que o controle de jornada fica ainda mais importante

Com jornada menor e salário mantido, cada hora trabalhada passa a valer mais. Sem um dado de ponto confiável, o gestor não enxerga onde falta gente e onde a hora extra está crescendo. Um ponto eletrônico dentro da Portaria 671, com reconhecimento facial e geolocalização, dá a base para ajustar escalas com números reais, e não no chute. Ele também serve de prova em qualquer discussão sobre folga e carga horária.

Perguntas frequentes

A escala 6×1 acabou de uma vez?
Não. A emenda foi aprovada, mas a mudança acontece em fases: primeiro a jornada cai para 42 horas por semana, com dois dias de folga, e depois para 40 horas. Existe um prazo de transição para as empresas se adaptarem.
A empresa pode reduzir o salário por causa da jornada menor?
Não. Reduzir salário é proibido. A carga horária diminui, mas o salário e os reflexos em férias, 13º e FGTS ficam preservados.
A escala 12×36 continua valendo?
Sim. A 12×36 segue permitida, com compensação dentro do mês. Banco de horas e horas extras também continuam existindo.
Quais setores são mais afetados?
Comércio, supermercados, bares, restaurantes, hotelaria, segurança privada, postos de combustíveis, farmácias e saúde, que são os que mais usam a escala 6×1.
Como adaptar as escalas sem pesar tanto na folha?
Teste modelos como 5×2 e escalas compensadas, use banco de horas quando couber e garanta os dois dias de folga com um sistema que avisa sobre furos. O gerenciamento de escalas da Let’s Work ajuda nessa reorganização.

Quer reorganizar suas escalas dentro das novas regras? Conheça o gerenciamento de escalas e o controle de ponto da Let’s Work, veja os planos ou fale com um especialista.

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